Meu Power
Quando era jovem, queria ser jornalista. Mas o exame de admissão para a Escola de Jornalismo me assustou e me fez desistir do meu sonho. O medo do fracasso era grande demais. Então, escolhi um caminho diferente e, na minha carreira, usei as palavras de outras maneiras.
Como líder, a comunicação é uma das minhas ferramentas mais importantes. As palavras importam. Para orientar. Para reconhecer as pessoas. Para transmitir segurança.
Em 2022, fiz uma publicação no LinkedIn por ocasião do Dia da Saúde Mental na Dinamarca, na qual escolhi dizer que convivo com a ansiedade como minha fiel companheira. A combinação do meu cargo de diretora com a vulnerabilidade de me abrir sobre uma vida com ansiedade fez com que a resposta fosse avassaladora. Minha publicação teve grande repercussão e recebi muitas mensagens positivas, tanto de pessoas da minha rede quanto de fora dela. Isso me mostrou que a inteligência emocional na gestão é subestimada.
Acreditamos que devemos mostrar apenas nossos sucessos e aquilo que controlamos. Mas inspiramos mais quando ousamos nos abrir sobre o que nos torna pessoas com quem nos identificamos. Porque o que mais precisamos são modelos a seguir que também tenham a coragem de mostrar o seu lado imperfeito.
Frequentemente, nos cercamos de pessoas semelhantes a nós. Isso nos convence de que ser quem somos é o correto. Mas a vida me ensinou que são aqueles que me provocam, que me surpreendem, que pensam e vivem de forma diferente, que mais têm a me oferecer para o meu desenvolvimento pessoal. A curiosidade é uma habilidade importante, acredito. Faz bem a todas as pessoas sentir curiosidade umas pelas outras. A alternativa é a condenação e a polarização. E, historicamente, isso nunca resultou em nada de bom.
Procuro ao máximo manter a minha curiosidade e ser uma pessoa completa, com a coragem de mostrar as minhas múltiplas facetas.

